Regras Irritantes no Condomínio

Regras polêmicas que irritam os moradores – parte 1

Regras Irritantes no Condomínio
Regras Irritantes no Condomínio

A cada ano que passa, regras mais rigorosas são incorporadas no regulamento dos condomínios. Elas são adotadas visando garantir a segurança dos moradores e a boa convivência entre eles. Algumas delas já são bastante conhecidas, como não fazer barulhos depois das 22 horas, latido do cachorro, depositar o lixo fora do horário, vasos de plantas na janela e estacionar o carro corretamente na garagem. Caso as regras não sejam cumpridas, multas são automaticamente geradas para o morador. As normas, que são polêmicas, estão controversas nos últimos anos, e são alvos de reclamações.

 

Segundo o Secovi-SP, sindicato do mercado imobiliário de condomínios, os problemas de estacionamento na garagem e barulhos inevitáveis são os maiores problemas enfrentados pelos moradores. Até os animais de estimação e as crianças são citadas nos regulamentos, com restrições. Há muitos relatos de pessoas insatisfeitas com as novas regras. Uma delas é Camila Guarnieri, engenheira de 24 anos. Ela mora em um condomínio em Campinas (SP), onde enfrenta vários problemas. Um deles é o fato de que os animais não podem circular pelas áreas internas do condomínio e não podem fazer quaisquer ruídos. “Eu não entendo. Se você compra uma casa em um condomínio é porque quer segurança. Eu preciso passear com a minha cachorra na rua, à noite, porque não posso circular por aqui”, afirma a engenheira.

 

Fiona, como é chamada a sua cachorra boxer, latia muito quando se mudou para a nova residência. A sua adaptação durou muito tempo. Até que um dia ela recebeu uma carta da direção do condomínio, citando que ela seria multada caso o animal não parasse de latir constantemente. “Alguém multa seu vizinho porque a criança dele não para de berrar? Conversamos com a síndica e tivemos que comprar uma dessas coleiras que dão choque para ver se ela fica mais quieta, coitada. Ainda bem que foi por pouco tempo”, afirma Camila. A escritora Ana Rusche, de 31 anos, mora em um prédio em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O condomínio não tem um estacionamento para bicicletas. Dessa forma, ela precisa carregar sua bicicleta até o quarto andar, onde fica seu apartamento. “Carrego no braço mesmo. Tenho uma de alumínio e a outra dobrável, que são levinhas, têm mais ou menos 13 quilos. Mas a gente tem que ter força de vontade para chegar em casa e subir tudo. É uma pena, porque há cada vez mais carros na rua e é impossível estacionar por aqui as 23 horas”, afirma a escritora.

 

Uma plausível solução para o problema é a instalação de estacionamentos somente para bicicletas no condomínio. Como o trânsito nas grandes cidades está muito congestionado, as pessoas preferem utilizar a bicicleta. Além de fazerem exercício, podem ir e chegar ao trabalho rapidamente. Especialistas do mercado imobiliário afirmam que deve existir, obrigatoriamente, um estacionamento desse tipo em qualquer prédio residencial. Mesmo com muitas reclamações feitas por moradores, essas duas situações parecem não ter solução. Além desses casos, existem muitos espalhados por todo o país, que podem ser os mesmos.

 

 

 

 

 

 

 

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